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	<title>Arquivos CRENÇAS E SONHOS - Pepitas Secretaries Club</title>
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		<title>INTERCULTURALIDADE NA PELE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pepitas Secretaries Club]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 12:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Interculturalidade e Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Marca Pessoal, Profissional e Corporativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um   extrato do capítulo de @Paula Moio no livro &#8220;Interculturalidade na Pele&#8221;, retrata bem a sua visão em termos de liderança de carreira e que revela uma trajetória de resiliência, perseverança, compromisso social e outras competências necessárias para que se deixe uma marca no mundo. Ela fala do sonho e da realização. Ela fala da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4471" src="https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/Card_Blog_38.jpg" alt="" width="1600" height="762" srcset="https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/Card_Blog_38.jpg 1600w, https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/Card_Blog_38-300x143.jpg 300w, https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/Card_Blog_38-1024x488.jpg 1024w, https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/Card_Blog_38-768x366.jpg 768w, https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/Card_Blog_38-1536x732.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" />Um   extrato do capítulo de @Paula Moio no livro &#8220;Interculturalidade na Pele&#8221;, </strong>retrata bem a sua visão em termos de liderança de carreira e que revela uma trajetória de resiliência, perseverança, compromisso social e outras competências necessárias para que se deixe uma marca no mundo.</p>
<p>Ela fala do sonho e da realização.</p>
<p>Ela fala da conquista e do esforço.</p>
<p>Ela fala da origem e do destino.</p>
<p>Ela fala da <strong>IMAGINAÇÃO</strong>, do <strong>MOVIMENTO</strong> e do <strong>AFETO</strong> como qualidades de uma Secretária Executiva de alto desempenho.</p>
<p><strong>============================</strong></p>
<p><strong>Interculturalidade na Pele</strong></p>
<p>Saí, e da estação de metrô de White City liguei para a minha mãe em Lisboa muito satisfeita com o resultado, pois acabava de ultrapassar um grande marco – a minha primeira entrevista de trabalho no Reino Unido – histórico. Lembro-me de lhe ter dito: &#8220;Estou pronta. Que venham todas as entrevistas&#8221;!</p>
<p>No dia seguinte o telefone toca à uma hora da tarde com uma oferta de trabalho!&#8230; Chorei muito. Feliz. Perplexa. Extasiada. Confusa. Afinal esse não era o plano. Em princípio eu nem deveria reunir todos os requisitos. Eu até nem queria trabalhar full-time. Mais, aceitei candidatar-me certa de que não seria contratada, mas fui pela experiência da entrevista &#8211; era importante.</p>
<p>Este evento validou, e muito, a crença que sempre tive: de que é quando estamos distraídos, nos momentos em que não estamos a prestar atenção que a magia acontece.</p>
<p>Emocionada, percebi que toda a minha jornada me tinha levado até aquele preciso momento, e a recompensa foi o reconhecimento pelo meu mérito, indiscriminadamente, e independentemente de todas as &#8220;facetas&#8221; que eu pudesse ter, aliás, essas mesmas &#8220;facetas&#8221; eram afinal o meu &#8220;super power&#8221; &#8211; mãe, mulher, negra, e estrangeira!</p>
<p>E foi o que mais me encantou neste país – as possibilidades eram, e ainda são ilimitadas (apesar do Brexit) porque possíveis. Se repararem, tinham passado seis anos desde que tinha deixado Angola. Foram seis anos intensos, de solidão, de solitude, duros e incertos, mas que com fé, perseverança e muita resiliência emocional foi possível crescer e vencer todos os obstáculos. Estávamos então em julho de 2000 – caso para dizer que entrei o ano 2000 com os dois pés!</p>
<p>Esta era sem dúvida uma oportunidade extraordinária para demonstrar as minhas competências e habilidades, bem como retribuir o voto de confiança e investimento depositados em mim, com comprometimento e alta performance. O mundo era meu e o céu era o limite – carpe-diem.</p>
<p>Este ponto na minha trajetória demarca nitidamente um momento de viragem, um simbólico renascimento, transformação pessoal, crescimento profissional e ascensão de carreira.</p>
<p>Profissionalmente tem sido das jornadas mais gratificantes e completas que alguma vez imaginei trilhar. Vinda de uma cultura e geração em que a entidade empregadora teria o poder supremo, o empregado quase sem voz, e os seus direitos negligenciados, eis que encontro uma realidade completamente diferente &#8211; a anos luz de distância.</p>
<p>Um dos grandes contrastes que desde o início demarcaram a diferença foi o investimento em formação profissional. Desde a habitual indução e dias de familiarização, que ocorrem na primeira semana, a avaliações anuais 1-2-1, em que o executivo e o empregado não só refletem sobre o desempenho, performance; o que funcionou ou não, e o que pode melhorar, do ano que decorreu, como também identificam as necessidades de formação que irão contribuir para o crescimento, melhor performance e ascensão do empregado. É uma parceria estratégica em que são tidos em conta os interesses da empresa e do empregado, alinhados com a visão e os objetivos da entidade empregadora.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-2311" src="https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/1.-Interculturalidade-215x300.jpg" alt="" width="300" height="419" srcset="https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/1.-Interculturalidade-215x300.jpg 215w, https://pepitassecretariesclub.com/wp-content/uploads/2023/05/1.-Interculturalidade.jpg 615w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Dia de Familiarização da Radio</strong></p>
<p>É assim que quatro meses depois de ter começado como assistente de equipa na direção de rádio de notícias da BBC, sou promovida a assistente pessoal e convidada a &#8220;assistir o director de rádio de notícias da BBC no Serviço Mundial, e a sua equipe de editores.</p>
<p>Ora, sendo eu estrangeira vinda de uma cultura completamente diferente, para quem, em dez anos de carreira jamais teve formação profissional, e muito menos avaliações anuais, abracei estas iniciativas com uma sede insaciável de aprender.</p>
<p>Desde uma ampla variedade de soft-skills, a inglês para business; de Noções Básicas de Web-Design a Consciência de Diversidade, Consciência de Deficiente, Preconceito Inconsciente ou Novas Formas de Trabalhar – trago na bagagem um conhecimento requintado que sem dúvida me amplia o mindset quer como profissional, quer como indivíduo.</p>
<p>Só assim me foi possível quebrar por completo os códigos culturais, mesmo os mais enigmáticos. Para além da inserção consciente que sempre fiz questão de integrar, comungar e implementar.</p>
<p>É claro que nem tudo são rosas, principalmente quando se assiste uma equipa grande e diversa como foram as duas equipas que assisti – quer no Serviço Mundial de Notícias (World Service News), quer no Serviço Mundial de Línguas (World Service Languages), onde pela sua diversidade, os códigos culturais acarretavam muito mais complexidade e por isso um desafio maior em decifrar.</p>
<p>Contudo, sempre me norteei por princípios de respeito, tolerância e humildade, primeiro comigo própria e segundo para com as acções e atitudes dos outros.</p>
<p>Mas, às vezes, nem mesmo assim tudo flui, e o maior desafio está em convergir as diferenças com sabedoria.</p>
<p>No Reino Unido, tal como creio no resto do mundo, quanto a mais alto nível for a posição, maior a competitividade. E é nítida a divisão entre locais e outsiders. Chega a ser ainda mais notória a divisão racial, e também de género.</p>
<p>Por vezes a discriminação é tal e tão obvia, que a diferença também se faz notar na escala salarial.</p>
<p>A determinada altura, eu era a única assistente negra no Conselho de Administração (Board), mas poucas foram as instâncias em que senti motivação racial, ou se o senti ocasionalmente, preferi ignorar. Fui mais marginalizada, boicotada e intimidada, e qualquer uma destas situações, motivada creio eu, por uso indevido de poder, inseguranças e competição desmedida por parte de alguns colegas do secretariado executivo.</p>
<p>Em qualquer um dos eventos tentei sempre elevar as minhas emoções com dignidade e superar as acções dos outros. Contudo, houve alturas em que tive que ser firme directa e incisiva, delineando assim um limite aceitável, mas partindo sempre de uma perspectiva de empatia, com a vívida noção de que nem todos temos a capacidade de tolerar e aceitar a diferença.</p>
<p>Houve um incidente que gostaria de deixar aqui gravado, porque é importante sob vários ângulos.</p>
<p>Em 2006 fui a Luanda para baptizar o filho da minha melhor amiga-irmã-comadre e cúmplice, daqueles eventos que não se pode deixar de estar presente. E combinei a viagem com o Natal para que pudesse estar com a família e amigos num ambiente mais festivo.</p>
<p>Em vésperas de embarque um colega, acredito que com a melhor das intenções, pergunta-me: &#8220;Vocês têm ar-condicionado na tua &#8216;vila?&#8221;</p>
<p>O meu pensamento fluía que nem um rio bravo incontrolável, pois eu que não acreditava no que estava a ouvir, e perguntava-me em silêncio: quantas camadas depreciativas teria esta pergunta que me é feita em pleno século XXI? Não será mais do que tempo de mudarmos a narrativa e a mentalidade sob pena de se correr o risco de manter o estereótipo da &#8216;single story&#8217;26? Como é que se poder promover inclusão com arrogância e ideias preconceituosas? Não expando este parágrafo deliberadamente, pois a intenção é provocar uma reflexão.</p>
<p>Usando uma boa dose de perseverança, tolerância e elasticidade emocional, consegui conquistar um nível satisfatório de respeito e colaboração entre colegas. Foram períodos de trabalho árduo, a maior parte deles solitário – um aspecto inerente à própria profissão, e por isso talvez, onde eu me pude focar e diferenciar pela determinação na entrega de um trabalho eficiente, honesto, fiel e consistente.</p>
<p>É importante salientar que foi na BBC que o meu autoconhecimento e a crença nas minhas potencialidades se ampliaram, facilitando assim o meu crescimento e desenvolvimento profissional, e a autoconfiança na busca da minha voz, paixão e propósito.</p>
<p>Durante o meu tempo na empresa, trabalhei com cinco executivos diferentes e com qualquer um deles a aprendizagem foi extraordinária.</p>
<p>Contudo foi com o meu último executivo, que por sinal mulher, com quem a sinergia e parceria foram excepcionais. Com ela, aprendi sobre liderança e humildade, parceria, team-working (trabalho em equipa) e colaboração, mentoria e empoderamento, compaixão e altruísmo – profissional, jornalista e líder de alto calibre com um sentido nato de integridade, com quem caminhei lado-a-lado, servi, protegi e fui leal durante os dez anos que trabalhámos juntas.</p>
<p>Após treze anos de casa sou galardoada com o prêmio de desempenho excepcional da BBC News. Os News Award são prémios anuais (uma espécie de Óscares internos) atribuídos aos funcionários que se destacam ao longo do ano.&#8221;</p>
<p>Isto é só mais uma prova de que qualquer vitória e conquista requerem, por debaixo do pano, nos bastidores: sacrifício, consistência, foco, comprometimento, propósito, integridade, fé em nós e na humanidade. Esta vitória teve um sabor incomensurável, porque ao contemplar a jornada, pude medir o valor que aquele pedaço de papel teve e ainda tem na minha vida, e terá para as minhas filhas e, espero, para muitas assistentes que queiram ter a coragem de atravessar fronteiras e saberem para onde vão, sem nunca se esquecerem de quem são e de onde vieram.</p>
<p>Tinham então passado já dezoito anos desde a minha chegada a Londres. E nada como o tempo para nos ajudar a nivelar emoções, e ajustes culturais. A integração tem que ser um processo orgânico, gradual e autêntico em que a responsabilidade da inclusão reside nas duas partes envolvidas – o país anfitrião e o imigrante.</p>
<p>Recordo-me com uma certa melancolia que o maior desafio foi aperceber-me e constatar em mim a fusão das duas culturas. Como é duro compreender que ao ganhar algo também se perde algo e o quão difícil é fundir a nossa identidade com uma nova adquirida.</p>
<p>É uma rotação de valores e crenças entre o que somos e a transição para o que passaremos a ser. É o abrir mão do que foi, de um pedaço de nós, e a fusão do novo&#8230;. É um conflito interno que desafiou ao máximo tudo o que fui e sou.</p>
<p>A arte e a sabedoria aqui, para mim, foi encontrar um equilíbrio neste &#8220;renascer&#8221; e aceitar a fusão da identidade cultural como a minha marca da liberdade conquistada. E foi aí que me reencontrei e vivo em paz – do tecido que me compõe: sou Angolana ferrenha, com essência Portuguesa e espírito Britânico.</p>
<p>A lição maior foi de empoderamento. Perceber que somos capazes de muito mais do que aquilo que nos damos crédito. A nossa resiliência em ultrapassar obstáculos, e em face às adversidades da vida, tem a elasticidade sempre na justa medida que precisamos. Aprendi a importância da fé que temos em nós próprios e em algo maior que nós, e o quão crucial é para a nossa autoestima valorizar o que somos, o que queremos e o que merecemos.</p>
<p>Afinal, são as conversas que temos conosco próprios que nos limitam ou nos libertam.</p>
<p style="text-align: right;">Paula Moio</p>
<p style="text-align: right;">Senior EA | Bilingual | Multi-Award Winner | Mentor |</p>
<p style="text-align: right;">Author | Curious Leader | Lifelong Learner | Aspiring Agile Human</p>
<p style="text-align: right;">LinkedIn: <a href="https://www.linkedin.com/in/paula-moio-32a65576/">https://www.linkedin.com/in/paula-moio-32a65576/</a></p>
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